quarta-feira, 27 de abril de 2011

ANP denuncia abuso no preço da gasolina cobrado nos postos do DF

No estudo entregue à Secretaria de Direito Econômico, a agência qualifica como "inaceitáveis" os valores cobrados na cidade pelo derivado do petróleo e do álcool reafirma a suspeita de formação de cartel. Na Asa Sul, posto de bandeira branca eleva para R$ 3,19 o litro
No posto da 107 Sul, a alta para R$ 3,19 não é o limite. Há previsão de novos reajustes nos próximos dias  (Paulo de Araújo/CB/D.A Press)
No posto da 107 Sul, a alta para R$ 3,19 não é o limite. Há previsão de novos reajustes nos próximos dias

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) classifica como inaceitável o comportamento dos preços no mercado do Distrito Federal. Estudo elaborado a pedido do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, revelou indícios de infrações contra a ordem econômica na capital do país, conforme o Correio divulgou na edição de ontem. Uma análise detalhada identificou cobrança de valores abusivos e suposta formação de cartel.

O órgão regulador estranha que estabelecimentos com estruturas de custos distintas cobrem preços tão semelhantes. Ontem, o litro da gasolina comum atingiu R$ 3,19 em um posto da Asa Sul (leia mais ao lado).

O estudo foi enviado à Secretaria de Direito Econômico (SDE), que investiga o mercado de combustíveis do DF desde novembro de 2009. A ANP informou que estuda a possibilidade de examinar a planilha de gastos dos revendedores. “Os indícios que nos chegam de Brasília são inaceitáveis”, disse, em nota, o presidente da agência, Haroldo Lima. “O consumidor não pode ser prejudicado. Com custos tão diferenciados em função das próprias localizações dos postos, é altamente suspeita a uniformidade de preços verificada”, completou. A nota ressalta que os postos apresentam diferenças em relação a preço de aluguel, tipo de equipamento e tamanho da folha de pessoal.
 
Leia a reportagem na íntegra:

Diego Amorim
Publicação: 27/04/2011 07:45 Atualização: 27/04/2011 07:49

terça-feira, 26 de abril de 2011

A EDUCAÇÃO DO RICO VERSUS A EDUCAÇÃO DO POBRE

Izabel  Sadalla  Grispino *

A realidade educacional no Brasil é tema inquietante, a ser refletido por toda a sociedade brasileira. Realidade de duas faces: a boa educação para os ricos e a má educação para os pobres. Há décadas, Demerval Saviani, em seus livros, já denunciava a equivocada escola assistencialista, merendeira. São freqüentes e periódicas as citações de especialistas da educação sobre o decadente ensino das classes menos favorecidas.
O objetivo de toda escola deve ser o de tornar o aluno competente. A escola deve lutar, buscar os meios para realizar este objetivo, para dar aos alunos as ferramentas mentais de ação, a fim de que possam enfrentar o mercado de trabalho, hoje tão exigente. Nunca o livro didático foi tão necessário ao professor. A escolha de um bom livro poderá amenizar a situação do ensino público. Um livro que traga ao professor  instruções detalhadas, que propicie experiências abertas, exercícios práticos, onde se possa praticar o construtivismo. A criança precisa freqüentar a boa escola, desde os primeiros anos de alfabetização, porque a aprendizagem é um processo em que uma etapa influi e explica a outra. A construção do conhecimento exige tempo, é preparação sistemática, gradual, encadeada, ligando os diferentes graus de ensino. Não é um simples “depósito bancário”, usando a expressão do educador Paulo Freire. Não adianta avançar etapas, se a aprendizagem não se concretizou. Hoje, temos bem clara a noção de que o importante não é a quantidade do que se ensina ao aluno, mas a qualidade do que ele aprende.
O desinteresse oficial por uma escola pública de qualidade se constitui em mecanismo de reprodução das desigualdades. Concursos de ingresso ao magistério público há, em que Secretarias de Estado observam com rigor a porcentagem de acertos e erros, aprovando os realmente capazes – como o recente concurso, realizado no Rio Grande do Sul, onde 70% dos candidatos foram reprovados, ou o concurso de ingresso na Bahia, em 97/98, que reprovou cerca de 90% dos candidatos. Secretarias há em que, desconsiderando a má formação, rebaixam o nível de conhecimento, aceitam uma porcentagem de acertos inferior ou bem inferior ao que seria a média das questões, facilitando o acesso  para abarcar o maior número de candidatos, mas não garantem, depois, a qualificação necessária ao padrão requerido pela época. Nessa acomodação política, o aluno pobre é o maior prejudicado, pois que tem aula com professores mal preparados, cuja efetividade não foi fruto de competência. O ensino fica, assim, nivelado por baixo.
Em recente publicação do texto: “Duas experiências de ensino estruturado”, Cláudio de Moura Castro, assessor da Divisão de Programas Sociais do Banco Interamericano do Desenvolvimento, faz uma análise sociológica, cultural do Brasil, das últimas décadas e compara-o aos Estados Unidos. Ambos, diz ele, encontram dificuldades em “criar escolas capazes de oferecer um ensino de boa qualidade aos mais pobres e mais vulneráveis... têm escolas péssimas servindo a essa população”. Ambos têm grande desigualdade na distribuição de renda. Sendo que nos Estados Unidos “a maioria esmagadora é imensamente rica, embora tenha muitos bolsões de pobreza, sobretudo, nos centros urbanos”. No Brasil, ao contrário, temos “uma minoria muito rica e uma grande camada de pobreza, incompatível com nossa renda per capita”. O contraste entre Brasil e Estados Unidos está na grande diferença entre população rica e pobre. Se aqui poucos têm boa escola, lá a grande maioria a tem.
Cada povo tem  a educação que o espelha e a nossa pouco nos engrandece.
O magistério é  vocação sublime,  abre caminhos de esperança, de sonhos, de realizações. O professor é pedra angular, a fundamental na construção do ser humano. Batalhar a educação é batalhar a vida no seu grau supremo da promoção humana e social. Ela é essência, ultrapassa a dimensão circundante do Homem, alcança a dimensão cósmica, quando então, entra em comunhão com a obra do Criador e se torna a grande responsável pelo desenvolvimento sustentável do planeta, pela continuidade de nossa mãe-Terra, em sua missão de gerar novas vidas. “O que acontece à terra, acontece aos filhos da terra” – Seattle, chefe das tribos indígenas Duwarnish – Canadá.
Vimos, em seqüência, espalhando sementinhas, que a seu tempo – esperamos – se revertam no nascimento de árvores frondosas. Outras sementes, juntando-se a estas, romper-se-ão em outras árvores, que, no seu conjunto, formarão o cerne, a frente robustecida de combate, com núcleos de influência, semeando permanentemente. Se cada um fizer a sua parte, o grande encontro virá e coroado da salvadora redenção. Completo essas considerações com meus versos “O sono da combalida educação”.

O SONO DA COMBALIDA EDUCAÇÃO

O SONO DA COMBALIDA EDUCAÇÃO

A educação dorme no leito do atraso,
Sono do descaso, da assistência falida,
Da oscilante ideologia do acaso,
Brotando uma atuação didática abolida.


Quantos caminhos perdidos em sua dormência!
Enquanto dorme, o mau ensino perdura,
A criança se embrenha na estrada da falência,
Os pais choram a perda da visão futura!


Educação é luz, terra em maternidade,
Gera o alimento para o corpo e para a alma,
Sacia o sonho, a desigualdade acalma.


Desperte “Consciência”, alce a vontade política,
Faça da sociedade uma análise crítica,
Distribua o saber em social eqüidade.


Izabel Sadalla Grispino *
* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em maio/2000)


Acessado em http://www.izabelsadallagrispino.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1393:a-educacao-do-rico-versus-a-educacao-do-pobre&catid=103:artigos-educacionais&Itemid=456

Blog da Escola Classe 36 de Ceilândia

Olá amigos e amigas,

Sigam o Blog da nossa escola e divulguem nossos projetos e trabalhos.

http://ec36ceilandia.blogspot.com/

Abraços,
Robson

Parceria entre SEDF e MEC promove curso para Auxiliares de Educação

Serão 750 vagas disponíveis a partir de junho deste ano
Secretaria de Educação


A secretária de Educação Regina Vinhaes, a coordenadora-geral de Formação do Ministério da Educação (MEC), Helena de Freitas, o diretor da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), Francisco José de Assis, e o Secretário Geral do Sindicato dos Auxiliares de Educação do DF (SAE), Denivaldo Alves do Nascimento, assinaram na manhã desta segunda-feira (25/04) o acordo que proporciona aos servidores da SEDF a participação em cursos técnicos.

O MEC tem oferecido cursos específicos para os profissionais que exercem funções administrativas nas escolas das redes públicas de ensino (Profuncionário). No DF, o curso terá início em agosto deste ano com duração de 18 meses. Inicialmente, serão oferecidas 750 vagas para os servidores.

Para Regina Vinhaes, a assinatura do acordo reaproxima a SEDF dos programas oferecidos pelo Ministério da Educação. “Nossa gestão prioriza uma aproximação com as ações importantes desenvolvidas pelo MEC. Um dos eixos do nosso trabalho é a formação e valorização dos profissionais da educação. Este acordo reitera nosso compromisso com os servidores”, explicou a secretária.

A coordenadora-geral de formação do MEC, Helena de Freitas, enfatizou a importância do curso para os profissionais da Educação. “Temos certeza que a participação nos cursos colocará os servidores das escolas em outro patamar”, afirmou Freitas.

O Profuncionário oferecerá quatro habilitações: Secretaria Escolar, Multimeios, Alimentação escolar e Meio ambiente e infraestrutura. Uma comissão composta por representantes da EAPE, da Escola Técnica de Ceilândia e do SAE, além de outros representantes da SEDF discutem o andamento dos cursos oferecidos, que terão certificação da Escola Técnica de Ceilândia e terão como tutores profissionais da EAPE.