Publicação: 05/05/2011
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Fábio entre os pais, Helena e Gilmar Costa: aos 8 anos, o menino finalmente terá o sobrenome paterno na certidão |
Na certidão de nascimento de quatro dos cinco filhos da diarista Lúcia Helena Pinto, 42 anos, há uma lacuna onde, na verdade, deveria constar o nome do pai das crianças. O mais novo deles, prestes a completar 5 anos, nem sequer chegou a saber o que é conviver com uma figura masculina no ambiente familiar. Em vez de apenas uma voz queixosa, a diarista ouve, rotineiramente, um coro de descontentes. “Os quatro perguntam: ‘Mãe, a gente não tem pai?’”, conta Lúcia Helena. Segundo ela, todos são filhos de uma mesma pessoa. Contudo, apenas a filha mais velha, atualmente com 21 anos, recebeu o sobrenome do pai: Pereira.
Histórias como a de Lúcia são comuns no Distrito Federal, região com aproximadamente 60 mil crianças sem registro paterno. Com foco nesse público, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) criou, em 2002, o Projeto Pai Legal na Escola. A iniciativa busca cumprir a Lei nº 8.560/92, que assegura a todos o nome do pai em seus registros de nascimento. Até hoje, foram notificadas pelo órgão 20 mil mães em todo território — incluindo o Entorno. Além disso, foram realizados 5.700 reconhecimentos e iniciados cerca de 4 mil procedimentos de investigação de paternidade.
A primeira ação deste ano ocorreu na última terça-feira, nas regiões do Riacho Fundo 1 e 2, onde 800 mães foram chamadas para o atendimento. Entre elas estava Lúcia Helena, em busca de respostas para os filhos de 17, 12, 9 e 4 anos. “A falta do nome do pai gera muito problemas a eles. Na escola, por exemplo, pedem essas informações. A verdade é que o meu ex-companheiro não teve interesse”, afirma a diarista. “Esse tipo de trabalho é importante. Assim, temos uma alternativa barata. Agora, só espero que ele reconheça os meninos e assine todos os documentos direitinho.”
Leia na íntegra em:
Histórias como a de Lúcia são comuns no Distrito Federal, região com aproximadamente 60 mil crianças sem registro paterno. Com foco nesse público, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) criou, em 2002, o Projeto Pai Legal na Escola. A iniciativa busca cumprir a Lei nº 8.560/92, que assegura a todos o nome do pai em seus registros de nascimento. Até hoje, foram notificadas pelo órgão 20 mil mães em todo território — incluindo o Entorno. Além disso, foram realizados 5.700 reconhecimentos e iniciados cerca de 4 mil procedimentos de investigação de paternidade.
A primeira ação deste ano ocorreu na última terça-feira, nas regiões do Riacho Fundo 1 e 2, onde 800 mães foram chamadas para o atendimento. Entre elas estava Lúcia Helena, em busca de respostas para os filhos de 17, 12, 9 e 4 anos. “A falta do nome do pai gera muito problemas a eles. Na escola, por exemplo, pedem essas informações. A verdade é que o meu ex-companheiro não teve interesse”, afirma a diarista. “Esse tipo de trabalho é importante. Assim, temos uma alternativa barata. Agora, só espero que ele reconheça os meninos e assine todos os documentos direitinho.”
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