quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Garoto de Rua

Essa poesia social é de minha autoria, a escrevi em 1999, espero que gostem:

                                   Garoto de rua


Garoto de rua
Lá no sinal
Estende a mão
Pede esmola
A barriga de fora
Maior do que bola
Os pés descalços
Quase desnudo
A mãe, coitada
De tanto parir menino
Ficou aleijada
O pai, quem sabe
Filho de tantos
Passa o dia
Ganha um trocado
Na face à tristeza
Não vai à escola
Não come em prato
Dorme no chão
Pobre menino
Não pediu pra ser assim
Mas foi
E agora sofre.
Tem doze irmãos
Todos com fome
Estende a mão

E o barão

Fecha o vidro
Tapa os ouvidos
Só enxerga o seu carrão
Infeliz garoto
De tanto chorar
Ficou revoltado
Foi roubar
Polícia pegou
Morreu de tiro
Ninguém gritou
Nem reclamou
Chegou no céu
Deus abraçou.

                                          03/08/99

Robson de Holanda

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